Zona leste de Porto Alegre terá megaempreendimento em um conjunto de prédios residenciais e comerciais
Publicado:14/05/2009 04h35
Rossi Residencial investe R$ 600 milhões em um conjunto de prédios residenciais e comerciais
Impulsionada pela retomada das vendas no mercado imobiliário, a construtora Rossi Residencial anunciou ontem a construção de um empreendimento com características de bairro planejado na zona leste de Porto Alegre. Serão investidos R$ 600 milhões no projeto, denominado de Central Parque, que será composto por um conjunto de condomínios residenciais e prédios comerciais que totalizarão 2.176 unidades.
A expectativa da companhia é atingir um faturamento total de R$ 1 bilhão com a venda dos imóveis que serão concluídos ao longo dos próximos oito anos. As primeiras unidades a serem erguidas devem ser entregues a partir do início de 2012. É para quando está prevista a finalização do primeiro projeto da nova área, o Rossi Business Park, um edifício com 263 conjuntos comerciais e 23 lojas na Avenida Ipiranga. Lançado em janeiro, ainda como um projeto isolado, o empreendimento já tem 70% das unidades vendidas, segundo o diretor regional da companhia, Rodrigo Moraes Martins.
O primeiro dos seis condomínios residenciais será o Rossi Parque Ibirapuera, composto por três torres e 18 casas, com entrega prevista para maio de 2012. Serão 156 apartamentos, de três a quatro dormitórios e área entre 128 m² e 198 m². Os preços, no projeto, variam entre R$ 450 mil e R$ 900 mil. O segundo deve ser lançado até o final do ano.
Martins explica que a área não será fechada, sendo livre a circulação pelas ruas. Haverá, no entanto, um sistema especial de segurança, com monitoramento nas vias e registro fotográfico dos automóveis que circulam.
Projeto é o maior em construção pela empresa
Os condomínios fechados devem privilegiar as áreas verdes, contando com parques privados e áreas de lazer. Da área total, apenas 20% devem ser ocupados com edificações. O empreendimento é o maior em construção no país pela companhia que opera em 14 Estados, segundo João Rossi Cuppoloni, presidente do conselho de administração da Rossi Residencial.
– A proposta do Central Parque é oferecer a possibilidade de ter trabalho, lazer e residência na mesma área da cidade – explica o executivo.
O novo empreendimento acompanha o momento de reação do setor imobiliário, após o susto trazido pela crise que provocou retração no mercado entre outubro e fevereiro. A retomada é puxada pelo retorno da oferta de crédito, pelo programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal e pela expansão de R$ 350 mil para R$ 500 mil no limite dos financiamentos feitos com recursos da poupança.
– Em abril, os negócios foram equivalentes a 70% de setembro, quando o mercado estava muito aquecido – avalia Cuppoloni, que, no entanto, considera ainda cedo para prever o desempenho da companhia em 2009.
No Rio Grande do Sul, o impacto da crise foi menor do que o esperado, segundo Martins, tanto que as vendas da empresa no Estado em 2009 já superam em 50% o mesmo período do ano passado:
– O trauma da crise já passou.
Além do Central Parque, focado no segmento de classe média-alta e alta, a empresa prepara para o Estado outros projetos. Esses estão dentro do plano de ampliar a atuação no segmento de imóveis abaixo de R$ 160 mil. Para os próximos 18 meses, o grupo prevê o lançamento de 6 mil unidades nessa faixa no Rio Grande do Sul. No Brasil, serão pelo menos 80 mil nos próximos três anos.
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