Cuidados ao adiquirir um imóvel no feirão de imóveis da Caixa Econômica Federal



Publicado:15/05/2009 05h53


Cuidado com imóvel ocupado, alerta associação

Quem vai participar de do feirão de imóveis da Caixa Econômica Federal, que vai até 21 de junho e abrangerá dez cidades (Rio de Janeiro, Salvador, Curitiba, Uberlândia, Belo Horizonte, São Paulo, Brasília, Recife, Porto Alegre e Fortaleza), deve ficar atento, além de todos os cuidados, à condição da unidade que deseja adquirir. A principal armadilha é com relação aos imóveis usados.


"Na prática, a CEF já pôs em leilão o imóvel de um mutuário que não conseguiu pagar as prestações e quer repassar para uma outra pessoa. Como geralmente os primeiros proprietários ainda não deixaram a residência, o novo mutuário pode ter sérios problemas para conseguir tomar posse do imóvel", alerta o presidente da Associação Nacional de Mutuários e Moradores (ANMM), Décio Esturba. "É preciso ter muito cuidado com essas ofertas ditas irrecusáveis e que, na verdade, trazem uma grande dor de cabeça para os cidadão."


A expectativa da Caixa é superar os R$ 4 bilhões em financiamento de pelo menos 39 mil imóveis. No caso de imóveis novos, Esturba alerta para os juros elevados, que chegam a 12,5%, além de taxa de administração, seguro e outras despesas. Ele questiona essas taxas. "A maior parte dos recursos para habitação vem do FGTS (que paga apenas 3% de juros anuais), mas é repassada ao consumidor por 12,5%."


Portanto, é fundamental verificar se o imóvel está desocupado, se já foi leiloado, se não tem pendências judiciais, além de procurar financiar o menor valor possível, fugindo do pagamento de juros e de prazos intermináveis.

Em resumo, se o imóvel estiver na condição de ocupado, evite fazer o negócio, a menos que o preço seja de fato tão atraente que valha a pena enfrentar eventuais ações legais e/ou a espera de meses, talvez anos, de batalha jurídica para tomar posse do bem que comprou.



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